sexta-feira, 6 de maio de 2016

Mídia repudia indignação seletiva, quando convém


Um exemplo claro da manipulação da informação praticado pela Mídia, cotidianamente, pode ser observado na coluna da jornalista Carolina Bahia, da sucursal da RBS em Brasília. Neste sentido, sua coluna na página 31 de Zero Hora desta sexta-feira, 06/05, chega a ser um primor de hipocrisia. Agora que Eduardo Cunha fez o trabalho sujo de votar o impeachment de Dilma na Câmara, e já foi rapidamente tirado de cena pelo STF, Bahia justifica com argumentos que, embora óbvios desde sempre, na boca de uma porta-voz da Grande Mídia soam risíveis. 

Vejamos este trecho: “Em um país atolado na corrupção, como aceitar que um réu da Lava-Jato tivesse a possibilidade de assumir a cadeira no Planalto? Afinal, o repúdio à corrupção não pode ser seletivo”.
Que belo pensamento, né mesmo? Só que nunca antes na história deste país Zero Hora tinha demonstrado tanta indignação com a presença – muito útil ao golpe – de Cunha na presidência da Câmara. 

E muito menos havia colocado que “o repúdio à corrupção não pode ser seletivo”. Eles só descobriram isto agora, quando Cunha já não serve mais e é até motivo de críticas e espanto, inclusive no exterior, por ser um gângster dirigindo um processo de impeachment. 

Ao contrário, pode-se afirmar que, na essência, todo o processo da Lava-Jato, e o tratamento dado avassaladoramente pela Mídia, sempre foi escancaradamente seletivo.
Só não via, quem não queria ou não entendia.

Faz parte do jogo de uma elite contra um governo que – com todos os problemas e erros, pelos quais deve pagar – ousou tirar da miséria milhões de brasileiros historicamente esquecidos. Um jogo que, além de agradar à direita, faz a cabeça de multidões de alienados e mal informados.

Todos sabemos disso. 

Mas por favor, não queiram tapar o sol com uma peneira arrombada.

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