domingo, 14 de novembro de 2010

Poetando

Alumiado

José Antônio Silva


Alumiado

variando

entre o primeiro sol

a soberana lua

e o abajur da madrugada


Nasço das entranhas da noite

com o grude dos miasmas

e apalpo o medo

em busca da mão do verbo

(que lá também reside)


E quando escuto

o gutural de minha voz

mais funda

agarro a palavra

que me é estendida

e escalo o paredão do abismo

onde não há a fala


E sei então que hoje

ainda e mais uma vez

irei tomar a estrada do dia

2 comentários:

carmen silvia presotto disse...

José, eu também tomo a mão do verbo como corri-mão, assim arrancamos o sono da noite para que o silêncio se aquiete dos medos.

Obrigada por nos ler, nos convidar a conhecer teus versos, gostei bastante, voltarei e se gostares do que lês lá em Vidráguas espraia... e o que não diz para melhorarmos.

Um beijo amigo.

Carmen Silvia Presotto
www.vidraguas.com.br

José Antônio Silva disse...

Obrigado, Carmen. Vou espraiar sim. E o nome do blog é um achado!
grande abraço

Zé Antônio